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Como usar a sustentabilidade para melhorar a gestão da sua empresa?
O bom exemplo vem da Dinamarca, que hoje recicla ou transforma em energia quase a totalidade do lixo que produz. Os resíduos saem já selecionados de residências e fábricas e seguem direto para empresas privadas ou cooperativas de entidades sem fins lucrativos. Publicada no início desta semana, uma matéria da Folha de S. Paulo revela que o pequeno país escandinavo deve começar a importar lixo a partir de 2016. O objetivo principal é a produção de biogás numa usina gigante, hoje em construção. O governo local planeja livrar-se totalmente dos combustíveis fósseis até 2050. O uso do lixo diminui emissões de CO2, reduz o preço da energia e ainda gera empregos graduados nas usinas e centros de coleta. Num cenário de revolução como esse, beneficia-se a macroeconomia nacional. Se a energia é mais barata, reduzem-se os custos das empresas locais, que tendem a se tornar mais competitivas. Aqui no Brasil, ainda estamos engatinhando, mas os últimos cinco anos mostraram um despertar para o problema. Algumas empresas já estabelecem parcerias com usinas de reciclagem e multiplicam-se nos centros urbanos cooperativas de coletas e seleção de resíduos. O que nos falta é crer mais no potencial econômico das ações de sustentabilidade. Para muitos empresários, separar para a reciclagem é algo que se situa no campo das boas ações caritativas. Enquanto a reutilização não agregada à gestão de investimentos, continuaremos atirando dinheiro no lixo. Quem reutiliza pode baixar custos de produção, elevar a qualidade, vender mais barato e, com certeza, ampliar receitas. Trato desse e de outros assuntos em meu mais novo livro: "A Economia do Cedro". E acredito que a leitura da obra facilitará sua reflexão sobre o tema. Chegou a hora de fazer diferente, de quebrar paradigmas e inovar com inteligência. Empresas mais eficientes e lucrativas combinam perfeitamente com um mundo mais limpo e saudável.
Pois a teoria, na prática, funciona!

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